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Casa própria é o objetivo de 29% dos brasileiros que investem, diz pesquisa

por Rodrigo Campelo
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A quinta edição do Raio X do Investidor, pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima) em parceria com o Datafolha, mostrou que 29% dos brasileiros que investem dinheiro em algum produto financeiro tem como objetivo comprar a casa própria. Quando dividiu os pesquisados por renda, o sonho de ter o próprio imóvel foi citado por 34% dos integrantes das classes D e E. Entre os investidores da classe A, B e C, por exemplo, esse desejo foi apontado por apenas 28% dos entrevistados.

A pesquisa foi realizada com 5.878 pessoas das classes citadas, de 16 anos ou mais, nas cinco regiões do país. Outro dado retirado das entrevistas é que no recorte por orientação sexual, 40% dos LGBTQIA+ querem realizar o sonho da casa própria, enquanto a parcela dos heterossexuais acerca do mesmo desejo é de 28%. Depois desse motivo para investir, manter o dinheiro guardado ou aplicado vem em segundo lugar como destino do retorno das aplicações, seguido por investir em um negócio próprio, que aparece com 8% das intenções. Entre as pessoas da classe D e E, essa proporção é de 12%.

A alta da taxa básica de juros e da inflação são alguns dos fatores que podem dificultar o acesso ao crédito, mas uma pesquisa da Brain Inteligência Estratégica revelou que 38% dos entrevistados pretendem comprar um imóvel novo em 2022. O levantamento foi feito entre os dias 15 de janeiro e 1º de fevereiro deste ano com 1,2 mil pessoas de todas as regiões brasileiras.

Para quem não quer mais adiar o sonho de adquirir um imóvel próprio e pretende adquirir um crédito imobiliário, é preciso planejar muito bem a compra para não se endividar a tal ponto de não poder arcar com a dívida até o fim. É o que aconselha a administradora de empresas e ex-bancária Kátia Pereira Pedroso Alves. “Ter um bom planejamento é fundamental. A primeira coisa que o comprador novato deve saber é que os bancos no Brasil financiam até 80% do valor do imóvel, portanto será necessário ter 20% do valor total pago pelo imóvel para como entrada”, explica.

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A profissional lembra que o valor da entrada pode ser pago com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, o conhecido FGTS. “Os recursos desse Fundo também podem ser utilizados para amortizar o saldo devedor do financiamento, podendo reduzir o valor da parcela ou o prazo dele. É importante simular qual opção ficará mais vantajosa para o contrato”, aconselha Kátia Alves, que tem 12 anos de experiência na área de crédito.

Reserva de recursos pagamentos de impostos e taxas também é importante

Além do valor da entrada, é necessário ter uma reserva para as despesas com impostos da transação, como o ITBI, o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis, que varia de cidade para cidade e pode chegar a 3% do valor venal do imóvel. Outra taxa que o proprietário do imóvel terá que pagar e deverá se preparar antecipadamente para isso é o registro do imóvel em cartório. “Se for o primeiro imóvel e financiado pelo Sistema Financeiro de Habitação, o comprador tem direito a 50% de desconto na taxa do registro em cartório”, informa a administradora de empresas.

Outro conselho dado pela especialista é que o comprador deve entender que pelo menos 30% de sua renda vai ficar comprometida com o financiamento da casa própria e é preciso estar preparado para não ver o sonho acabar em dívidas e perda do imóvel. “É preciso considerar que esse comprometimento será de até 30 anos, que é o prazo que geralmente dura um financiamento de imóvel. Mas vale a pena considerar que é possível compor renda com outra pessoa no financiamento, sendo mais comum entre cônjuges, porém, fica a critério de cada banco a participação de namorado, familiares ou amigos”, ressalta.

Caixa reduz juros para compra da casa própria

Uma das principais instituições do governo para incentivo ao financiamento da casa própria, a Caixa Econômica Federal anunciou em março passado a redução da taxa de juros do crédito imobiliário na modalidade Poupança Caixa. Por essa modalidade, segundo a instituição, as novas taxas partem de TR + 2,80% ao ano, somadas à remuneração da poupança, o que representa uma queda de 0,15 ponto percentual.

Além da nova modalidade de financiamento, a Caixa apresentou no mês de abril deste ano novas condições para acesso ao Programa Casa Verde e Amarela. Pelas novas regras, famílias com renda entre R$ 2.000,01 e R$ 2.400, terão redução da taxa de juros de 0,5% no financiamento habitacional. O Programa também aumentou os subsídios para aquisição e construção de moradias.

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