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Dia da Mulher reforça debate sobre desigualdade salarial

por Rodrigo Campelo
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As mulheres brasileiras recebem, em média, 20,7% a menos que os homens nas mais de 50 mil empresas com pelo menos 100 funcionários analisadas pelo 2º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado em setembro de 2024 e noticiado na Agência Gov. Ainda de acordo com a pesquisa, os homens recebem, em média, R$ 4.495,39, enquanto a remuneração média das mulheres é de R$ 3.565,48.

A desigualdade é ainda mais expressiva entre mulheres negras, cujo salário médio é de R$ 2.745,26 — o equivalente a apenas 50,2% do rendimento dos homens não negros, que ganham, em média, R$ 5.464,29. Já entre as mulheres não negras, a média salarial é de R$ 4.249,71.

Empresária e profissional da área de tecnologia, Cristina Boner analisa os dados e acrescenta que, além da disparidade salarial, “as mulheres enfrentam desafios como a menor representatividade em cargos de liderança, dificuldades na conciliação entre vida profissional e pessoal devido à sobrecarga de responsabilidades domésticas e o viés inconsciente que muitas vezes as exclui de projetos estratégicos”.

Datas como o Dia Internacional da Mulher podem contribuir para fomentar discussões sobre esses temas. Cristina explica que a ocasião é um momento estratégico para colocar em pauta as desigualdades estruturais ainda existentes.

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“O Dia Internacional da Mulher serve para trazer visibilidade a temas como a disparidade salarial, a baixa presença feminina em cargos de liderança e setores dominados por homens, como tecnologia e engenharia. Além disso, estimula debates que podem levar à implementação de políticas mais justas e inclusivas dentro das empresas”, reflete.

Ações concretas, como a revisão de políticas de recrutamento e promoção para garantir igualdade de oportunidades, a oferta de programas de mentoria para mulheres e a criação de iniciativas que incentivem a participação feminina em setores onde estão sub-representadas, são, segundo a profissional, estratégias relevantes para as empresas.

Representatividade feminina na tecnologia

Dentro da área de tecnologia, apenas 0,07% dos cargos são preenchidos por mulheres, segundo um estudo conduzido pela Serasa Experian que analisou o perfil das mulheres que atuam nesse setor no Brasil.

Para a empresária, esse índice reflete um problema estrutural que começa muito antes do mercado de trabalho. “Desde a infância, meninas são desencorajadas a seguir carreiras em STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática), e isso se reflete na baixa representatividade feminina no setor”, analisa.

Além disso, Cristina destaca que a ausência de referências femininas e o predomínio masculino no ambiente corporativo das empresas de tecnologia impõem desafios adicionais para a inserção e permanência das mulheres nesse mercado.

A profissional ressalta que a diversidade é um fator essencial para a transformação do setor. “Empresas que investem na inclusão de mulheres em tecnologia não apenas reduzem desigualdades, mas também ganham uma vantagem competitiva ao contar com diferentes perspectivas para resolver problemas e desenvolver produtos mais representativos. A presença feminina contribui para a criação de ambientes de trabalho mais colaborativos e equilibrados, impactando positivamente a cultura organizacional e os resultados financeiros”, pontua.

Por fim, Cristina enfatiza que a presença de mulheres em cargos de liderança traz benefícios claros para as empresas. “Estudos mostram que organizações com maior diversidade de gênero no topo têm melhores resultados financeiros e maior capacidade de inovação. Além disso, mulheres em cargos de decisão tendem a promover políticas mais inclusivas e flexíveis, criando ambientes mais saudáveis e produtivos. Elas também servem de inspiração para outras mulheres, ajudando a quebrar o ciclo de sub-representação no mercado”, enfatiza.

Para mais informações, basta acessar: Cristina Boner (@cristina.boner) | Cristina Boner | LinkedIn

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