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Resolução 8K chama a atenção de consumidores

por Rodrigo Campelo
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A resolução 8K tem sido um tema recorrente no mundo da tecnologia, especialmente no mercado de televisores e projetores. Recentemente, embora a Samsung tenha sido a primeira a receber a certificação da 8K Association, conforme noticiado pelo portal Olhar Digital, desde 2018 a JVC conseguiu colocar em linha projetores com resolução 8K.

Eduardo Vieira, porta-voz e especialista da Global Projetores, explica que, com quatro vezes mais pixels que o 4K, a tecnologia chama a atenção de muitos consumidores com a promessa de uma imagem extremamente detalhada e realista, mas ressalta a dúvida “Será que realmente faz diferença no dia a dia?”.

Apesar disso, acrescenta, a adoção dessa tecnologia ainda enfrenta desafios significativos, tanto técnicos quanto comerciais. “A adoção da resolução 8K foi viabilizada por uma série de avanços tecnológicos. A evolução dos painéis DLP, LCD e LCoS, aliada a técnicas como o Pixel Shifting, permitiu que os fabricantes alcançassem resoluções mais altas sem aumentar drasticamente o tamanho físico dos dispositivos”.

Além disso, prossegue, o uso de processamento com Inteligência Artificial (IA) e fontes de luz laser melhorou significativamente a qualidade e a eficiência energética dos projetores e televisores 8K.

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“Outro fator crucial foi o desenvolvimento de interfaces como HDMI 2.1 e DisplayPort 2.0, que suportam maiores taxas de transferência de dados, essenciais para a transmissão de conteúdo em 8K”, explica Vieira.

“Codecs modernos, como HEVC, AV1 e VVC, também desempenham um papel importante, pois permitem a compressão eficiente de vídeos em altíssima resolução, mantendo a qualidade visual”, complementa.

4K e 8K: qualidade de imagem e experiência do usuário

Muitas pessoas confundem os termos 4K (DCI), UHD e 8K. O 4K real refere-se à resolução 4096 × 2160 pixels, usada principalmente no cinema digital. Já o Ultra HD (UHD), com 3840 × 2160 pixels, é o padrão mais comum em televisores e projetores. O 8K, por sua vez, possui uma resolução de 7680 × 4320 pixels, quatro vezes maior que o 4K.

No entanto, como explica Eduardo, “a diferença na qualidade de imagem nem sempre é perceptível, pois depende da distância de visualização e do tamanho da tela”. Em ambientes como salas de reuniões, auditórios e igrejas, onde o público está longe da projeção, a resolução 8K pode não trazer benefícios significativos. “Nessas situações, o Full HD pode ser mais do que suficiente, oferecendo um equilíbrio entre custo e usabilidade”, esclarece.

Eduardo observa que a popularização do 8K enfrenta vários desafios. O principal deles é a falta de conteúdo nativo: “Poucos casos de uso realmente exigem essa resolução”, comenta.

Além disso, avança, os altos custos de hardware, a grande demanda por processamento gráfico e armazenamento e as limitações na transmissão de dados são barreiras significativas. “Para transmitir conteúdo em 8K, é necessária uma conexão de internet de alta velocidade, o que ainda não é uma realidade para muitos consumidores”.

Projeções para a adoção massiva do 8K

Para o especialista da Global Projetores, a adoção massiva do 8K ainda deve levar vários anos. “É improvável que o 8K se torne o novo padrão tão cedo. Atualmente, o HD e o Full HD ainda são os mais utilizados em projeções, oferecendo um equilíbrio entre custo, qualidade e compatibilidade”.

Ele destaca que o 4K está em crescimento, mas a transição para o 8K enfrenta desafios que tornam sua popularização mais restrita a aplicações específicas, como cinemas de alto padrão e simulações profissionais.

Na visão do especialista, no mercado doméstico, o 8K ainda não é viável devido à pouca demanda e à infraestrutura necessária para sua utilização plena.

Escolha da resolução deve ir além do número de pixels

Eduardo ressalta que a percepção da diferença entre HD, Full HD, 4K e 8K em projeções depende diretamente da distância de visualização e do tamanho da tela. “O olho humano só consegue notar os detalhes adicionais de resoluções mais altas se estiver suficientemente próximo”, comenta.

Em grandes ambientes, como salas de conferência e auditórios, a vantagem do 8K é imperceptível, já que a maioria dos espectadores estará longe da tela, explica.

Para concluir, o especialista da Global Projetores frisa que a escolha da resolução deve considerar o tamanho da projeção e a posição do público, e não apenas o número de pixels. “Para a maioria dos consumidores, o Full HD até mesmo a resolução HD continuam sendo opções mais práticas e econômicas, especialmente em ambientes onde a distância de visualização é maior”, explica.

Para mais informações, basta acessar: https://www.globalprojetores.com.br/

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