Estamos vivendo um tempo novo com muita coisa tá acontecendo no universo do varejo. Uma coisa que tem assustado alguns lojistas chama-se reajuste de aluguel.
O reajuste de aluguel tem levado alguns comerciantes a uma situação extrema de stress pelos 4 cantos do pais. por causa dos índices alarmantes. Apenas para se ter uma ideia como a variação no percentual de indicadores tem ficado, o IGPD-I, índice usado na maioria dos shoppings centers, chegou a casa dos 31% no período de 12 meses em abril de 2021.
Para não ser pego de surpresa, o Banco Central disponibiliza em seu portal, uma calculadora do cidadão que pode te ajudar a saber qual será o reajuste do seu contrato conforme o índice escolhido. Antes de marcar qualquer reunião para tratar deste tema, estude, faça as contas e aponte plano B que possam ser vantajosas para você e para o proprietário do imóvel ou do shopping.
Você deve estar se perguntando, o que fazer?
Muitos shoppings já se posicionaram e informaram que não vão abrir mão do reajuste, alegando que no período em que os índices eram negativos, os lojistas não cederam e cobraram a redução no valor do aluguel.
Entretanto o que tem percebido na mesa de negociação é o bom senso na hora de fechar as novas tratativas. Tudo vem sendo estudado caso a caso. Quem está no varejo sabe que o aluguel sempre foi um tema de grande embate entre lojistas e proprietários de imóveis. De um lado acham que pagam muito e do outro acham que recebem pouco.
Que caminho seguir agora?
A pandemia abriu novas oportunidades para os comerciantes. Obrigou de certa forma a abrir novos canais de venda e sair da inércia tecnológica. Mas só isso não soluciona problemas. A saída agora é abrir uma boa conversa com proprietários de lojas e com a equipe de shopping. Você deve abrir os números sem omitir nada. Quanto mais transparente for, maiores são as chances de ter as solicitações acatadas.
A ABF – Associação Brasileira de Franchising disponibilizou uma cartilha de renegociação das condições contratuais previstas nas relações locatícias. Um guia para ajudar os seus sócios a encontrar caminhos na renovação de seus contratos.
Normalmente o empresário trata o negócio com muita resistência ao informar seus números reais. O que fez muitas vezes as auditorias de vendas nos shoppings buscarem caminhos para equilibrar as contas entre o que era informado e as vendas reais. Assim nasceu o monstro da redução z.
Esse monstro deve ser esquecido. Para quem não conhece, a Redução Z é o fechamento fiscal diário de um ECF (Emissor de Cupom Fiscal), que funciona com base em movimentações diárias: Vendas, suprimentos, sangrias, etc. Tudo o que passa pelo ECF é totalizado e será registrado no relatório da Redução Z
Mas esteja pronto para tudo. Lembre-se que cada um tem uma dor e existe um limite para esse tipo de negociação. Você poderá receber desde um NÃO para todos os pedidos, como até negociações pontuais, que poderão ajudá-lo apenas a passar pelo momento de barriga baixa.
Inércia Digital
Outro ponto importante e que não deve ser esquecido é que durante a pandemia, você aprendeu a fugir da gambiarra digital e teve que desenvolver uma grande habilidade para vender online. Provavelmente abriu um canal de vendas no Instagram, no WhatsApp, se cadastrou em plataformas de marketplace. O fato é que você se movimentou. Como dizia o velho ditado, “não devemos carregar todos os ovos num único cesto“.
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